Terça-feira, 5 de Maio de 2009

A par de menções a accountability na execução do QREN, a recente proposta de criação de um Erasmus profissional é das referências mais interessante de toda a campanha eleitoral.

Como antigo estudante Erasmus posso atestar que, muito apesar das diminutas bolsas e dos atrasos no pagamento das mesmas, o programa Erasmus - e os seus afluentes, nomeadamente o Da Vinci -, foi bem sucedido na na abertura de sucessivas gerações à Europa e à sua mundividência.

Um Erasmus profissional, para além de vir a dar continuidade ao groundwork sociológico do Erasmus académico será a ferramenta com maior índice de probabilidade na resposta à crónica imobilidade da mão-de-obra europeia.

Julgo que foi algures numa edição da Newsweek do ano passado que se fazia uma comparação entre a resposta à crise nos sectores europeu (alemão) e norte-americano da construção automóvel. Essa mesma comparação previa uma clara vantagem norte-americana pela implícita mobilidade continental da sua mão de obra.

Um norte-americano encara com naturalidade que, por razões profissionais, tenha se transferir de Seattle para Boston. Já a transferência de um trabalhador checo para um posto em Setúbal é um cenário repleto de dificuldades superiores à simples barreira linguística.

Um Erasmus profissional poderá ser o incentivo certo para esta urgência na edificação de um real mercado laboral.

 

Por André Pires, no blogue "A Europa das Ideias".



publicado por Política de Verdade às 11:27
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