Terça-feira, 9 de Junho de 2009

No passado dia 4 escrevi um Post intitulado “Yes, we can too”.

Acreditei que os Portugueses tinham vontade de mudar.
E a verdade é que essa mudança já começou.
Já começou apesar das inúmeras sondagens forjadas (para quando uma auditoria independente às empresas de sondagens?) e da máquina de propaganda governamental, que utiliza despudoradamente os meios do Estado a favor do Partido Socialista (para quando uma auditoria séria aos gastos do Governo em cerimónias de luxo?).
Se, até ao passado dia 7, percepcionávamos a crescente contestação popular contra o PS, hoje sentimos já uma brisa de mudança na sociedade portuguesa.
Ainda uma brisa, mas talvez o prenúncio dos ventos de transformação política do próximo Outono.
O PS não o percebe.
Não percebe que o seu ciclo está a chegar ao fim.
Continua arrogante. No fundo acha que a culpa é dos eleitores. Por isso faz profissão de fé nos erros, teimosias e injustiças com que tem comprometido o futuro de Portugal.
Um bom exemplo dessa incapacidade para perceber os sinais é-nos oferecido pelo próprio José Sócrates, quando disse, na noite da derrota eleitoral, que “o Governo vai manter o rumo”.
Faz lembrar o Capitão Edward J. Smith, quando conduziu o Titanic rumo a um Iceberg, ao largo da Terra Nova…
E, tal como Smith mandou a orquestra tocar para anestesiar os passageiros, após esta estrondosa derrota que atirou o PS para 26% nas eleições europeias (contra 44% em 2004!), Sócrates inundará o País com música, propaganda, subsídios, ajudas e muitos euritos a ver se o Povo se alegra e esquece a triste realidade a que o PS o tem conduzido.
Não resta, assim, aos Portugueses outro remédio senão despedir com justa causa quem assim se julga seu senhor e se recusa a perceber o erro e a assumir as consequências da política que seguiu.
E despedir o PS é mesmo um desígnio nacional se o Governo mantiver a intenção – ainda ontem reiterada – de, a escassos 3 meses das próximas eleições legislativas, decidir avançar com obras faraónicas (TGV, novo aeroporto, etc.) que, na actual conjuntura de crise, secarão o apoio às pequenas e médias empresas e comprometerão o futuro das próximas gerações.
 
P.S.: Em Democracia, ganhar e perder é natural. Não aprender é grave. Ter falta de educação não tem perdão. Até ontem à tarde, José Sócrates não tinha cumprimentado Manuela Ferreira Leite pela vitória eleitoral do PSD nas eleições europeias. Fica-lhe mal. E revela falta de fair play e pouca cultura democrática.

 

 

Rui Crull Tabosa, via 31 da Armada



publicado por Política de Verdade às 17:36
9 de Junho, 2009 | link do post | comentar

1 comentário:
De jkt a 11 de Junho de 2009 às 07:21
Imitar o Obama.. lol


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