Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Este fim-de-semana, dois jornais nacionais trouxeram uma espécie de revista de doze páginas com os prós do TGV.

Depois de Manuela Ferreira Leite e o PSD se terem mostrado frontalmente contra a construção do TGV, o Partido Socialista (escondido por trás da RAVE e do MOPT) utiliza o dinheiro do estado para defender a sua posição quanto ao TGV.

Fiquei feliz hoje ao ouvir o Dr. Marques Guedes (Secretário Geral do PPD/PSD) dizer que o partido apresentou queixa na Comissão Nacional de Eleições.
Mais uma vez o Partido Socialista, e o seu Secretário-Geral e candidato às próximas Legislativas, mostram o seu carácter e a forma suja como fazem campanha.

 

Pedro Miguel Carvalho, no "Estado do Estado"



publicado por Política de Verdade às 21:52
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Confesso: Quando Sócrates diz que no próximo dia 27 de Setembro está em causa uma "escolha decisiva" não posso deixar de concordar. Aliás, Sócrates está cheio de razão quando escreve que a escolha passa pela atitude na governação, pelas opções de investimento público e pelo futuro das políticas sociais.

 

Atitude na governação? Fundamental!

Precisamos de um Primeiro-Ministro e de um Governo que lidere o país com firmeza e convicção; que direccione os seus esforços para o combate às dificuldades e para a garantia de um futuro melhor para as gerações mais jovens; que olhe para os mais idosos não como um encargo, mas como uma oportunidade; que se coloque acima de todas e quaisquer suspeitas; que fale com os portugueses franca e honestamente.

Não precisamos, não queremos, não escolheremos um Primeiro-Ministro e um Governo que seja incapaz de lidar com as dificuldades do presente; que desconsidere a oposição e minimize as suas propostas; que assuma uma postura arrogante e autoritária; que esteja sob suspeita dos portugueses.

 

Investimento Público? Fundamental!

Queremos um Primeiro-Ministro e um Governo que aposte em investimentos de proximidade que aumentem a qualidade de vida dos portugueses; que criem emprego efectivo e não temporário; que contribuam directa e eficazmente para o desenvolvimento do interior do país; que resultem em desenvolvimento local sustentado.

Não precisamos, não queremos, não escolheremos um Primeiro-Ministro e um Governo que hipoteque o país e as gerações futuras com obras faraónicas e sem sentido; que ponha em causa o dinheiro de todos os contribuintes com aeroportos desnecessários, linhas de comboio injustificadas ou auto-estradas que ninguém entende.

 

Políticas Sociais? Fundamental!

Queremos um Primeiro-Ministro e um Governo que esteja ao lado da Sociedade Civil, das Instituições Particulares de Solidariedade Social, das associações humanitárias na luta contra a pobreza e a exclusão social; que olhe para os mais desfavorecidos como uma prioridade, nestes tempos difíceis; que seja responsável na atribuição de subsídios.

Não queremos, não precisamos, não escolheremos um Primeiro-Ministro e um Governo que, insensível, se resuma a subsídios ou rendimentos patéticos, com valores ridículos e sem qualquer tipo de fiscalização; que pense que os problemas sociais se combatem com dinheiro e apenas dinheiro, esquecendo as pessoas e a sociedade civil.

 

No fundo, Sócrates definiu três prioridades importantes. A questão fundamental, porém, está no facto de ter falhado em toda a linha: Nestas e em tantas outras áreas da governação.

 

No dia 27 de Setembro não estará em causa apenas uma "escolha decisiva"... Estará em causa algo que deve ser considerado um desígnio nacional: A eleição de uma alternativa de verdade, comprometida com as suas propostas, que reafirme valores e princípios fundamentais, que se apresente a todos os portugueses como um dínamo de mudança sustentada.

 

Não queremos, não precisamos e não escolheremos José Sócrates e o Partido Socialista.

Os portugueses querem, precisam e escolherão a alternativa: Votarão numa política de verdade, para um maior Portugal.

 

Assim se vencerão as eleições, assim se ganhará o país!



André S. Machado, no "Psicolaranja"



publicado por Política de Verdade às 11:35
31 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

Domingo, 30 de Agosto de 2009

Durante meses a nomenclatura socialista tentou colar o PSD a um projecto neo-liberal ou ultra-liberal, seja lá o que isso for…
Acontece que na semana passada foi divulgado o Programa Eleitoral do PSD, e, azar dos azares, esse Programa do Partido Social Democrata é … social-democrata!
Agora o PS já não podia dizer que o PSD não tem propostas, tanto mais que estas têm sido muito mais discutidas no País do que as o próprio Partido Socialista.
Aliás, só por deliberada má-fé ou manifesta incompetência é que hoje alguém pode dizer que o PSD não tem um projecto para a recuperação económica do País, largas medidas de reforço da solidariedade com os mais desfavorecidos ou um ambicioso mas realista projecto de qualificação dos portugueses, seja na educação, na formação ou no trabalho. Como aqui um dia escrevi, pode-se discordar e criticar. O que se não pode é dizer que as propostas não existem.
Mas este fim-de-semana aconteceu ainda pior: Pina Moura, o antigo cardeal de António Guterres, veio afirmar que as propostas do PSD são mais realistas e mais correctas do que as do PS, as do seu próprio partido.
O desespero tomou então conta de José Sócrates, que começa a perceber que o cartão amarelo das europeias pode agora transformar-se numa verdadeira expulsão do Poder (que o PS ocupou em 11 dos últimos 14 anos).
Vai daí, Sócrates passou ao ataque pessoal e crispado: já não confronta as propostas do PS com as do PSD, seja no sistema político, na economia ou na solidariedade: tenta agora colar a líder do PSD a absurdas visões retrógradas ou conservadoras, por oposição às suas, supostamente luminosas e progressistas. Torce o que os outros dizem, reinventa as palavras alheias e, nessa arte da fabulação em que Sócrates se tornou mestre, refugia-se nas questões fracturantes (já não há pachorra!), foge dos verdadeiros problemas do País, que são a crise económica e social (especialmente o desemprego), a educação, a justiça e a segurança.
É pena que assim seja.
O debate podia dar-nos um PS que fosse um pouco mais do que um Bloco de Esquerda em ponto grande…

 

Rui Crull Tabosa, no "31 da Armada"



publicado por Política de Verdade às 13:17
30 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

Sábado, 29 de Agosto de 2009

Entre ontem e hoje ouvi muitos comentadores sobre o assunto do momento - o programa eleitoral do PSD - e confesso que não entendo a conclusão de alguns de que seria um programa para um bloco central. Em especial depois de o comparar com a actuação do PS nos últimos quatro anos e meio e com o seu programa eleitoral para a próxima legislatura.

 

Para o PS tudo radica no Estado, que é o garante e o motor de todos os sectores e o amparo de todos os cidadãos. A intervenção estatal, a que nos habituou, é para manter na actividade económica, discricionária e controleira; na prestação de serviços sociais ou de educação promove-se a substituição dos particulares pelo Estado (lembremos os subsídios retirados aos ATL nesta legislatura ou o cerco feito ao ensino privado); os apoios sociais são para manter e aumentar, sem se olhar ao facto de não termos fundos para os pagar. E continua.

 

O PSD pretende - e Manuela Ferreira leite foi muito veemente - terminar com o 'estatismo dirigista', libertando e responsabilizando as empresas e as famílias, que se tornam o centro da sociedade e da economia, relegando o Estado para um papel secundário em que o mote é 'não incomodar'. Leiam-se o programa eleitoral e as propostas que anteriormente já havíamos elencado. Uma diferença indisfarçável, substancial e inconciliável face ao PS e a um programa socialista.

 

Maria João Marques, no "Jamais".



publicado por Política de Verdade às 19:01
29 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

O ambiente é um tema incontornável e marca presença em todas as edições da UV. Este ano decidiu-se dar uma nova tónica: até hoje, a perspectiva apresentada foi "consciência global"; este ano, convidámos Macário Correia para apresentar o ambiente como uma causa global de acção local.

"A terra onde vivemos não nos pertence: pedimo-la emprestada aos nossos filhos". Foi com esta afirmação que o candidato à Câmara de Faro lança o tema, guiando-nos pelos pontos incontornáveis: a criação do movimento ambientalista com a conferência de Estocolmo em 1972, a definição de desenvolvimento sustentável apresentada no Relatório Bruntland (1987), a implementação do conceito citado na década de 90. Nos momentos em que vivemos, dá-se a revisão da agenda, implementado-se a consciência de que o ambiente é uma preocupação transversal a todas as áreas, e não específica de determinado sector.

A interdependência é factor incontornável, pois "a água do mar não conhece fronteiras: um derrame no mar afecta vários países"; a água dos rios não conhece fronteiras: a sua poluição afecta várias nações". "É este contexto global que tem de se ter em conta, que tem de ser objecto de tratados e acordos internacionais".

Em Portugal é com a criação da primeira Lei de Bases em 1987 que damos os primeiros passos significativos, e "o despertar dá-se em 1990 quando se cria o Ministério do Ambiente". Mas muito há para fazer inclusive medidas tão simples como a protecção das habitações à beira da auto-estrada da poluição sonora: "preferia que se usassem mais barreiras vegetais do que aqueles acrílicos que entaipam os limites das nossas auto-estradas".

Da tónica estadual passamos para a tónica pessoal, a alteração dos nossos comportamentos, pois "não basta que as pessoas saibam o que fazer. É necessário que façam." As pessoas não querem poluir, "mas têm descoordenação motora, um problema na mão que faz com que deixem cair um bocado do gelado, a garrafa, o maço de tabaco... quando as coisas não vão parar sozinhas ao contentor, acabam a boiar no mar". Mas não é só nas praias que se pode ver isso, "a berma da estrada é o espelho do comportamento cívico das pessoas".

"O Estado não tem de fazer tudo, mas deve ter o papel de implementar, aprofundar e enriquecer as escolas". Diz Macário Correia que muito depende  da forma como nos colocamos perante certas práticas: "a exigência dos consumidores é fundamental para a melhoria da qualidade". Temos que ser mais exigentes.

Falámos então de cidades, em que as considerações lançadas foram muitas, com enfoque particular na gestão do território: "ao mesmo tempo que a área urbanizável cresce, devemos também preocupar-nos em alimentar os cachos existentes". "Uma Câmara não se pode demitir de ser gestora do seu território". Salienta o grave problema de envelhecimento nos centros históricos das cidades, pois "trazer jovens para os cachos urbanos é fundamental": "há freguesias em Lisboa em que não se consegue ouvir um bebé chorar". E também o desajuste na organização administrativa: "Do Marquês ao Terreiro do Paço há onze freguesias. (...) Fará sentido, quarteirão após quarteirão, termos o custo de um Presidente e secretaria sempre aberta?"

Dirigindo-se à inquietação do desenvolvimento versus ambiente, Macário Correia deixa-nos um conselho: "eu julgo que é sempre preferível usarmos o que a natureza nos dá. Quando a natureza não dos dá, temos que ponderar bem os custos e os benefícios de uma intervenção".

 

Via UV2009



publicado por Política de Verdade às 19:28
28 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

 

 

O Dr. Manuel de Lemos começa a aula contrapondo antigos e novos problemas do Estado. "Se olharem para a história, os grandes flagelos da Europa sempre foram a fome, a mortalidade, a doença e a guerra", surgindo o Estado social para os combater. Hoje vemos que o Estado não é capaz de responder às necessidades crescentes da população, e surgem novos problemas como a diminuição da competitividade e o custo do Estado social, a que se juntam o duplo envelhecimento da população e as novas realidades sociais.

O nosso professor fala-nos então da fundação das misericórdias na Itália e da sua chegada a Portugal, onde passam de "Casa da Misericórdia" a Santa Casa da Misericórdia por força do reconhecimento popular. Espalharam-se por todo o Mundo português, constituindo-se como a primeira Rede Social no Mundo. "É muito interessante ver que se a primeira rede social mundial fosse criada por ingleses ou americanos estávamos a comer disto às pastilhas. Como é português, ninguém fala disso".

A base das políticas sociais em Portugal são, para Dr. Manuel Lemos, erradas, por se centrarem num olhar miserabilista que tende a dignificar a pobreza, num conceito assente na igualdade e solidariede como técnica e uma concepção economicista e privatística que confunde "seguro" com "assistência". Temos ainda deturpações estatísticas no que toca ao número de desempregados, de pobres e de auxílio social, donde Miguel Silva [UV2009] destacou, via facebook, esta citação do nosso orador: "parte da reforma dos idosos não reverte a favor deles mas sim a favor dos seus familiares". Quanto a apoios directos do Estado, como o RSI, deixa-nos este pensamento: "se é de inserção vamos inseri-los; se vamos inseri-los, vamos colocá-los a trabalhar".  

"Temos de mudar a nossa lei de voluntariado! (...) Nenhum inglês faz um CV sem mencionar o seu trabalho de voluntariado porque as empresas valorizam. Nós não valorizamos isso." Acrescenta ainda Dr. Manuel Lemos sobre voluntariado: "temos muita vocação para chefe, e pouca vocação para índio". 

Como nota final, escolhemos este desejo do Dr. Manuel de Lemos: "se no final desta conversa se interessarem mais pelas questões sociais, fiz linha; se ganharem interesse pelo trabalho social, fiz bingo". Gonçalo Marques [UV2009] comenta: "no que toca ao nosso interesse, acho que fez um duplo bingo".

 

Via UV2009



publicado por Política de Verdade às 10:50
28 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Pode assistir em directo à apresentação do Programa Eleitoral do PSD no site Política de Verdade.



publicado por Política de Verdade às 18:22
27 de Agosto, 2009 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

As expectativas eram elevadas: Paulo Rangel afirmou-se, no último ano, como um agente político incontornável. De quinze em quinze dias afirmava-se na AR nos debates com o Primeiro-Ministro; em Maio/Junho foi o rosto mais visível da vitória do PSD nas eleições europeias. O tema estava dentro do tema do seu livro: Estado do Estado.

Todos estavam dentro da sala antes da hora, o que permitiu aproveitar ao máximo a presença do eurodeputado. Primeiro uma contextualização: a mudança no mundo. A queda do muro de Berlim e o 11 de Setembro são dois marcos dos últimos vinte anos."Há uma consciência que emerge do 11-Setembro: ainda não sabíamos quem o tinha feito nem para quê e já sabíamos que ia mudar as nossas vidas". A incerteza em relação ao futuro volta a marcar presença nas nossas aulas.

De seguida, entramos na natureza do Estado. "O Estado é a coisa mais próxima de Deus que existe: é omnipresente e é invisível, nunca ninguém o viu mas toda a gente acredita nele". Falar do Estado implica falar de Maquiavel. Paulo Rangel introduz dizendo que "a grande lição do Príncipe é a de que a política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política. Anda aí muita confusão entre o que é o plano político, o plano jurídico  e o plano ético".

Falou-se também da emergência de entidades não-estatais mas com poder: associações de cariz internacional, ONG's, confissões religiosas, lóbis empresariais. "Muitas multinacionais têm melhores políticos do que qualquer Estado", salientou Jean Barroca (UV2009) na intervenção de Paulo Rangel, via Facebook. "O Estado deixou de ter o domínio que exercia sobre o seu território (...) as circunscrições territoriais começam a ficar desajustadas. Os Estados ficam reduzidos a Juntas de freguesia e as legislativas a eleições para a Assembleia de Freguesia". "Nós vivemos naquilo a que eu chamo poliarquia: monarquia é o poder de um só; a poliarquia é o poder de muitos (...) o Estado acaba por ser uma monarquia".

Termina a sua apresentação do tema com uma sugestão de leitura: "O Cândido", de Voltaire, de onde retirou a sua palavra final. "Tudo isso está muito bem dito, mas o que é preciso é cultivar o meu jardim".

Seguiu-se a fase de P&R, que cobriu áreas como défice democrático da UE, o poder dos Estados, Estado Federal Europeu, papel do Presidente da República, ética, regulamentação da actividade lobística, o paralelo entre os crentes que esperam a intervenção divina e o cidadão em apuros com o Estado. Paulo Rangel não evitou nenhum tema, assumindo com frontalidade as suas posições: "o federalismo é bom porque nos põe no circuito de decisão". Actualmente tomamos "as mesmas decisões, mas não somos ouvidos no processo"; "é mais importante ter bons costumes que boas leis"; "por trás da lógica TGV está o modelo grego: uma grande metrópole (Atenas) e o resto do território desertificado".

Paulo Rangel despede-se citando John Locke: "Os reinados dos bons princípes foram sempre mui perigosos para a liberdade dos seus povos".

 

Via uv2009



publicado por Política de Verdade às 09:57
27 de Agosto, 2009 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 
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