Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Vários militantes do Partido Socialista, com especial destaque e particular insistência para Manuel Alegre, têm, publicamente, comentado, qual deverá ser a opção do Partido Socialista, caso, ganhando as eleições, não as ganhe com maioria absoluta. Na sua opinião, a opção passará sempre por um entendimento com as forças à esquerda do PS.

Estranhamente, ou talvez não, a posição oficial do Partido Socialista é o silêncio, ignorando de forma ostensiva, e quase provocatória, essas mesmas opiniões.

Mas a questão é de facto importante e merece reflexão

Por uma questão de legitimidade, o Partido Socialista, como aliás todos os outros, devem clarificar a sua posição nos diferentes cenários que poderão surgir na noite eleitoral.

O Partido Socialista continua a afirmar que o seu objectivo é ganhar com maioria absoluta. Contudo, sendo tal cenário, cada dia que passa mais irrealista, esse argumento torna-se quase ofensivo para os eleitores, por demonstrar que o que se pretende é fugir à questão.

Os Portugueses têm o direito de saber o que os Partidos se propõe fazer com o seu voto, nos diferentes cenários.

E mais importante essa clareza se torna no momento particularmente difícil que o País atravessa. Este não é tempo de agradar a todos, atirando as questões incómodas para depois das eleições.

Exige-se, em todas as questões, clareza e frontalidade. É preciso Verdade.

Nomeadamente na primeira dessa questões, que é a da criação de condições de governabilidade. Por muito fracturante e difícil que o assunto seja no interior do Partido Socialista.

Com a actual liderança do Partido Socialista tem sido evidente o constante "piscar o olho" a todos os eleitorados. Não se pode é exigir que o eleitorado vote de olhos fechados.

 

Goncalo de Sampaio, no Novas Políticas



publicado por Política de Verdade às 15:22
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