Terça-feira, 28 de Julho de 2009

 

O Instituto Francisco Sá Carneiro, ao longo dos últimos meses, tem publicado uma tabela com a evolução mensal de um conjunto de indicadores que mostram a actual situação de Portugal em várias áreas. Pode consultar aqui.

 

Através dessa análise podemos retirar que, nos últimos 4 anos, o nível de vida dos portugueses praticamente estagnou face à média europeia, tendo passado de 74.6% em 2004 para 75.5% em 2008. Que, no mesmo período, o défice externo subiu de 6.1% do PIB para 10.5% e a dívida externa disparou de 64% do PIB para 97.2%. Ou ainda que o endividamento das famílias e das empresas subiu, entre 2004 e 2008, de 80% para 96% do PIB, e de 116% para 140% do PIB, respectivamente.

 

Estes, além de muitos outros, são os números da Governação Socialista.

 

Dirão que é preciso ter em conta os efeitos da crise mundial que tudo descontrolou. Mas nem a crise tudo justifica. Apesar de avisado, o Governo não a soube antecipar, não a soube interpretar, nem soube responder da forma que se impunha. Quando muitos já propunham medidas alternativas, o Governo continuava agarrado à ideia das grandes obras públicas como a solução de todos os males. Lentamente, muito lentamente, foi percebendo que estava enganado. Mas percebeu demasiado tarde.

 

Mais significativos que estes números, são as previsões de crescimento a médio prazo (2011-2017) publicadas pela OCDE para os 29 Estados-membros da referida Organização. Portugal surge classificado em último lugar, com uns modestos 1,5% (2,3% para a área do euro e 2,7% para a média da OCDE).

 

Estes números são preocupantes e significam que, se não mudarmos de Política,  continuaremos a crescer muito pouco e a divergir.

 

É do confronto com esta realidade, com os resultados da sua governação (ou falta dela), que o Partido Socialista, e particularmente o Primeiro-Ministro, foge, só preocupado em, desde já, fazer promessas para o futuro.

 

Gonçalo de Sampaio, no Novas Políticas



publicado por Política de Verdade às 18:11
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