Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Eu acordo de manhã - com dificuldade - todos os dias da semana, para trabalhar, "dar no duro", e com isso ganhar o meu salário. O Estado tributa-me violentamente, em IRS, no IVA, no Imposto Petrolífero, e de muitas outras formas que a anestesia fiscal me impede de perceber. Agora, consciente ou inconscientemente, a maior parte daquilo que eu ganho é entregue ao Estado - cerca de 70%.

 

Enquanto cidadão, concordo que o fruto do meu trabalho deve ser usado para financiar a Justiça, a Segurança, a Defesa, a representação do país no Exterior, e a preservação do património histórico e natural. Aceito que podemos ter algum nível de apoio social a algumas franjas da população mais desfavorecidas, embora preferisse que tal fosse feito a uma escala mais próxima dos cidadãos. Gostava que a Saúde e a Educação fossem organizadas de outra forma - o SNS e a Educação de sentido único não são os meus modelos - mas concordo que haja um financiamento público para estas áreas.

 

Agora, falando claro: sou de uma forma "abominavelmente ressabiada" contra a utilização do fruto do meu trabalho e da maioria dos cidadãos (que organizam as suas vidas com esforço), para subsidiar empresas, usando critérios de um nível de subjectividade e arbitrariedade chocantes; não vejo onde possa haver "externalidades", que não negativas, no apoio à empresa X, em detrimento de toda a economia produtiva, das classes médias e das famílias, distorcendo a concorrência, e violando o mais elementar dos princípios das sociedades em que vivemos: o princípio da igualdade.

 

Os subsídios a empresas, no quadro em que vivemos - em alguns casos, para pagar salários - só se explicam num quadro de afirmação de Poder da parte de certos agentes políticos em concreto. Não com o fruto do meu esforço, "faxavor"!

 

Rodrigo Adão da Fonseca, no "Jamais".



publicado por Política de Verdade às 14:25
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