Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

A força é aquilo que pode alterar o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou de deformá-lo.

O Governo socialista entende que só o Estado tem esta força. A capacidade de alterar, movimentar ou de (de)formar. A presente governação fala exclusivamente do vector Estado. Todavia, esta força mais parece uma força centrífuga.

Ora, o Estado não pode nem deve fazer tudo. Os portugueses sabem e compreendem que já não podem olhar para a função pública como a única fonte de emprego, nem as empresas podem viver de subsídios estatais. Temos de crescer economicamente, aumentar a nossa produtividade. A recessão passará e o país tem de estar preparado para fazer parte do crescimento mundial. Aliás, só este crescimento poderá sustentar as indispensáveis prestações sociais. Temos de ambicionar: melhorar a competitividade das empresas, sobretudo das PME; diminuir o desemprego; reduzir drasticamente os privilégios (nomeadamente os do Estado); adoptar um novo modelo de Governação; não hipotecar as gerações futuras.

As grandes obras públicas, as grandes reformas do Estado (Educação, Justiça), as energias renováveis, ou a nanotecnologia, fazem parte de um conjunto de medidas ou políticas que embora necessárias, demoram muitos anos a produzir efeitos visíveis no crescimento económico.

As PME são o verdadeiro motor da nossa economia (representam 99% do tecido empresarial) e a principal fonte de emprego do país (responsáveis por mais de dois milhões de postos de trabalho), é forçoso que o Estado adopte medidas que aumentem a competitividade destas - ainda que perca receita.

Colocando as PME no centro da política económica, aumentaremos a produtividade e o emprego. Devemos adoptar as medidas que se traduzem em crescimento imediato. Impõe-se que o Estado pague imediatamente as suas dívidas e que adopte as medidas que possibilitem a participação das PME nas compras e contratação pública, revendo os critérios desta - em regra, de dimensão e não qualitativos - para que não prejudiquem as PME.

As pessoas, a sociedade civil, as entidades privadas, as associações privadas de solidariedade social, as corporações, os sindicatos, o diálogo e a concertação social são, para o Governo socialista, como na força centrífuga, um mero referencial inercial, isto é, sem aceleração.

É um grande erro pensar que o Estado pode e deve fazer tudo. Além do mais, constata-se que contraria as mais elementares leis da Física. A Força pode mudar um corpo. Contudo, a força centrífuga é uma pseudo-força ou força inercial - não é uma força real. É uma força aparente.


Sofia Rocha, no "Novas Políticas"



publicado por Política de Verdade às 23:35
20 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

 
Donativos

Donativos

Redes Sociais