Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Um Estado pesado, tentacular e caro beneficia quem lá está e não quem dele precisa.
O Presidente da República, quase dez anos volvidos sobre o seu primeiro aviso sobre o "monstro" da Despesa, voltou a chamar, e bem, a atenção para o facto de a Despesa Pública estar novamente descontrolada. A maioria dos economistas concorda com o aviso e com a o facto de que, passada a fase mais aguda da crise, se deverá promover uma gestão sustentável dos Gastos Públicos.
Já muito se falou sobre a necessidade de aperfeiçoar as reformas da segurança social e do financiamento de outros sectores da Administração por forma a garantir um mínimo aceitável de solidariedade intertemporal. Mas o ataque ao Monstro tem outras razões fundamentais para ser prioritário: afecta a eficiência do todo da economia nacional e prejudica a melhoria da distribuição de rendimento entre os portugueses.
Ao contrário do que dizem vozes ignorantes ou simplesmente interessadas à esquerda, um Estado pesado, tentacular e caro beneficia, em grande medida, quem lá está e não quem dele precisa. A redistribuição eficiente dos mais ricos para quem mais precisa implica que não tenhamos uma parte tão importante dos nossos impostos a financiar os múltiplos nababos sentados à mesa do orçamento. O relatório do Banco de Portugal sobre o facto de os salários no Estado, onde o emprego é seguro, serem superiores aos do privado, é, neste ponto, eloquente.


António Nogueira Leite, no "Novas Políticas"



publicado por Política de Verdade às 16:19
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