Sábado, 29 de Agosto de 2009

Entre ontem e hoje ouvi muitos comentadores sobre o assunto do momento - o programa eleitoral do PSD - e confesso que não entendo a conclusão de alguns de que seria um programa para um bloco central. Em especial depois de o comparar com a actuação do PS nos últimos quatro anos e meio e com o seu programa eleitoral para a próxima legislatura.

 

Para o PS tudo radica no Estado, que é o garante e o motor de todos os sectores e o amparo de todos os cidadãos. A intervenção estatal, a que nos habituou, é para manter na actividade económica, discricionária e controleira; na prestação de serviços sociais ou de educação promove-se a substituição dos particulares pelo Estado (lembremos os subsídios retirados aos ATL nesta legislatura ou o cerco feito ao ensino privado); os apoios sociais são para manter e aumentar, sem se olhar ao facto de não termos fundos para os pagar. E continua.

 

O PSD pretende - e Manuela Ferreira leite foi muito veemente - terminar com o 'estatismo dirigista', libertando e responsabilizando as empresas e as famílias, que se tornam o centro da sociedade e da economia, relegando o Estado para um papel secundário em que o mote é 'não incomodar'. Leiam-se o programa eleitoral e as propostas que anteriormente já havíamos elencado. Uma diferença indisfarçável, substancial e inconciliável face ao PS e a um programa socialista.

 

Maria João Marques, no "Jamais".



publicado por Política de Verdade às 19:01
29 de Agosto, 2009 | link do post | comentar

 
Donativos

Donativos

Redes Sociais