Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Depois de muitos saberem que a derrota do PS nas eleições legislativas é, cada vez mais, uma possibilidade bem real, os Portugueses ontem tiveram a prova clara que, até o próprio PM já não acredita nessa vitória.

Da maçadora entrevista com José Sócrates destacam-se dois sinais de fragilidade: o ataque desmesurado a Manuela Ferreira Leite e o fim do tabu da maioria absoluta.

No primeiro caso, Sócrates passou a entrevista a atacar, sempre que podia, a propósito e a despropósito, a liderança do PSD. Qualquer livro básico de estratégia política ensina: valorizar em excesso o nosso adversário – comparando-nos com ele, dando-lhe importância, tentando menorizá-lo e ridicularizá-lo – é um sinal de fraqueza. E Sócrates ontem estava, nesse aspecto imparável. Uma sanha como há muito não se via.

Por outro lado, e para os ouvidos mais atentos, o PM acabou também por mostrar o seu segundo sinal de fraqueza. No PS, já não se fala numa vitória em maioria absoluta, mas num Governo que dure quatro anos em condições de estabilidade. E, como já se sabe que, provavelmente, quem ganhar em Setembro não conseguirá uma maioria absoluta, ontem tivemos a confirmação que, se necessário for, uma vitória do PS trará, como brinde, PCP e/ou BE para o Governo: «Não excluo nada», Sócrates dixit, quando confrontado com essas questões.

Será que é isso mesmo que queremos?


Francisco Mota Ferreira, no "Novas Políticas"



publicado por Política de Verdade às 16:22
2 de Setembro, 2009 | link do post | comentar

5 comentários:
De Luis Melo a 2 de Setembro de 2009 às 19:55
Maquiavel é que sabia, há 2 formas de fazer política: dizer bem de nós próprios ou - quando não podemos fazê-lo - dizer mal do adversário. Foi isso que Sócrates fez...


De Miguel a 2 de Setembro de 2009 às 20:02
Tão suavezinho que ele esteve, uma doçura, masssss , quando ouviu a palavra Freeport mudou de cor e lá conseguiu a custo sair do buraco: aqui propositadamente colocou o ónus da decisão na justiça, muito ao jeito da celebre frase do senhor Lopes:_ " vejam lá que o PM quer isto resolvido" Mais uma vez foi uma entrevista passeio, o PM até nem precisou de se exaltar, pois a senhora estendeu-lhe a passadeira e absteve-se: uma péssima condução. Perguntas fracturantes e objectivas: nicles.

"Sem admiração, é um canal pago pela nação"


De Hermano Maltez a 2 de Setembro de 2009 às 22:13
O Sr. primeiro ministro a unica coisa que sabe dizer é mal do programa do PSD e da Drª. Manuela F: Leite, porqe este Sr. tal como os seus camaradas é a unica coisa que sabem fazer bem. Porque governar que é bom é para o PSD. que tem que ir para o governo endireitar este País para depois voltar um governo PS para fazer a colheita das politicas do PSD e poderem andar mais 7 ou 8 anos a (des)governar este País. mas este povo parece que anda com alguma dificuldade em ver as coisas, o que é normal, quando a nossa comunicação social ajuda estes Srs. do PS, de á muitos anos a esta parte,digase de passagem.


De Luis Melo a 4 de Setembro de 2009 às 11:51
O episódio de Alexandre Relvas (Logoplaste e Inst. Sá Carneiro) e o de Manuela Moura Guedes (Jornal Nacional e TVI) são claras provas da asfixia democrática que se vive em Portugal, de que falou Manuela Ferreira Leite no discurso de apresentação do programa do PSD.

No estado em que está este país - que passa por uma grave crise económica, financeira, social e de valores - não precisamos de escolher entre esquerda e direita. Não precisamos de escolher entre homem ou mulher. Não precisamos de escolher entre ousadia ou sensatez.

Precisamos de escolher entre verdade e mentira. Precisamos de escolher entre sermos livres (de falar, de escolher, de pensar, de viver) ou vivermos esta curta vida subjugados às vontades de meia dúzia de ditadorzinhos incompetentes.


De Luis Melo a 4 de Setembro de 2009 às 17:11
5 coisas importantes sobre a TVI / Prisa / Governo
1 - Sabe-se que a Prisa, dona de jornais como o espanhol El País é próxima do PSOE de José Rodriguez Zapatero.

2 - Quando a Prisa quis comprar a TVI à empresa de Miguel Pais do Amaral, não houve qualquer tipo de questão colocada por parte do governo português, ao negócio.

3 - O mesmo não aconteceu quando, por exemplo, o Banco Santander comprou o Banco Totta & Açores, e outros negócios bem nossos conhecidos. Nessas alturas foi um "ai ai ai que os espanhóis nos estão a invandir".

4 - Porque será que no negócio TVI / Prisa o governo nada disse? Seria porque o negócio era de interesse do PSOE de Zapatero, e consequentemente do PS de Sócrates?

5 - A consequência disto tudo está à vista com a saída de José Eduardo Moniz da TVI e o cancelamento do programa de Manuela Moura Guedes.


Comentar post

 
Donativos

Donativos

Redes Sociais