Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

 

Já ninguém acredita numa politica Económica que fez Portugal cair nos últimos 4 anos oito posições no ranking de Competitividade Global do Fórum Económico Mundial, ao passar do 9º para o 17º lugar, perdendo a corrida em relação aos seus parceiros da União Europeia.

 

Já ninguém acredita na Justiça em Portugal, crescentemente injusta, com o volume de prescrições em processos criminais a disparar, com os adiamentos sucessivos de julgamentos e outras diligências judiciais - tantas vezes por falta de meios físicos e humanos - a emperrarem cada vez mais a lenta marcha dos processos e a contribuir para sedimentar a perigosa ideia junto da população de que não vale a pena recorrer aos tribunais para defender os seus direitos. Mas também os profissionais do foro são desrespeitados: funcionários judiciais sem meios, magistrados envolvidos numa persistente e terrível suspeitam de instrumentalização e politização das magistraturas. A dimensão do caos pode ser exemplificada no insólito desabafo do PGR quando se confessa "cansado" de determinados casos...

 

Já ninguém acredita numa politica Agrícola que nos últimos 4 anos levou ao escandaloso desperdício de fundos comunitários e a uma insustentável asfixia de quem produz, investe e trabalha no sector, intensificando progressivamente ao abandono dos campos.

 

Já ninguém acredita numa politica de Educação que colocou país contra professores, alunos contra professores, professores contra alunos, que redundou na perda de prestígio desta classe profissional e do respeito que lhes era  e é devido, e, ainda, no facilitismo generalizado, que ao invés de contribuir para a aquisição de competências e qualificações por parte dos alunos, apenas conta para estatísticas, que não constituem mais que exercícios pífios de propaganda em que este governo se revelou exímio. Entretanto e neste contexto, a avaliação dos professores, avança e recua, ao sabor dos humores do Governo e do seu calendário político.

 

Já ninguém acredita numa politica de Ensino Superior que, rompendo com a autonomia das Universidades, reforçou o centralismo, é insensível à realidade social dos alunos, desperdiçando, pelo caminho, fundos da União Europeia elegíveis e disponíveis para este sector.

 

Já ninguém acredita numa politica de Saúde que maltratou o interior, desconsiderando-o, à semelhança do que se verificou noutras regiões do pais,  quando ordenou o fecho de unidades de apoio à população e que se revela incapaz de apresentar soluções eficazes para acabar de vez com as listas de espera.

 

Já ninguém acredita numa politica de Finanças, que se focou, exclusivamente, em maximizar a colecta entre aqueles que já constam do sistema fiscal,  em vez de apostar na sua simplificação  e modernização, que permitiria alargar a base contributiva, combatendo a efectiva fuga ao fisco e garantindo maior equidade no sistema. O aumento de receita fiscal apenas serviu para "engordar" ainda mais este Estado, já de si anafado, uma vez que assistimos a uma derrapagem orçamental e a um aumento de despesa pública sem precedentes, promovida por aquele que foi considerado, aliás, o pior ministro das finanças em 19 países da união europeia por um jornal internacional.


 

Já ninguém acredita numa politica de Investimentos Públicos deste governo que deixa uma marca de despesismo e irresponsabilidade que ensombrará o país por várias décadas, coarctando a liberdade de decisão das gerações vindouras de forma, totalmente ilegítima.

 

 

 

 

Já ninguém acredita numa politica de Segurança sem qualquer capacidade de actuação e prevenção, que afronta os profissionais do sector, desrespeitando-os, e que conduziu a um sensível aumento da criminalidade, pondo em risco a  liberdade e segurança de todos nós.


Já ninguém acredita numa politica Social, quando continuamos com níveis alarmantes de pobreza entre os mais idosos e quando, pela primeira vez, a pobreza também se manifesta entre estratos etários mais jovens e urbanos, de um nível de desemprego sem precedentes e sendo certo que, a prazo, teremos de enfrentar a falência do actual sistema de Segurança Social.

 

Já ninguém acredita, mas foi a este triste "fado" que nos conduziu o Governo do Eng.º Sócrates.


Joaquim Biancard, no "Jamais"



publicado por Política de Verdade às 12:06
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