Sábado, 23 de Maio de 2009

A Comissão Europeia considera ilegais os contratos que o estado português estabeleceu com empresas informáticas, ao abrigo do programa e-escolas, onde se incluí o Magalhães.

 

Em relação ao Magalhães, o caso mais conhecido, o governo pensa que pode continuar a enganar os portugueses. Só assim se pode entender as declarações do secretário de estado Paulo Campos, que negou que o estado tenha favorecido de qualquer forma a JP Sá Couto na aquisição dos computadores Magalhães. Se alguém pensar isso só pode estar equivocado. Aliás, bastaria ver a acção do próprio Primeiro-ministro, que tem funcionado como o verdadeiro director de marketing da empresa matosinhense, para dissipar qualquer incerteza.  

 

Não há dúvidas sobre o favorecimento escandaloso que a JP Sá Couto recebeu do estado, senão repare-se nos números obtidos pela empresa. Segundo uma notícia da semana passada da Agência Financeira, a empresa cresceu 1308,5 por cento no primeiro trimestre deste ano. Neste momento a JP Sá Couto lidera a venda de portáteis em Portugal, com 40,8 por cento de quota de mercado. Este ano a empresa vendeu 212 mil portáteis, contra apenas seis mil no ano anterior. E o que permitiu este crescimento fantástico? O contrato Magalhães!

 

Nuno Gouveia, no "31 da Armada"


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publicado por Política de Verdade às 14:52
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