Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Quando as coisas não correm bem, surgem os disparates. Depois de ontem ter oferecido uma nova explicação para o conceito “empate técnico” de uma sondagem, hoje acusou Paulo Rangel dos epítetos mais fantásticos, como um “baixo nacionalismo antiespanhol, de cariz reaccionário”, entre outras pérolas já normais no candidato Vital.

 

É sabido que nas hostes do Partido Socialista anda tudo muito confuso, e que os seus spin doctors estão assustados com a péssima prestação que Vital tem evidenciado. Mas não me parece que o melhor caminho seja entrar pelo insulto fácil e ou pela demagogia pura. O candidato Vital até disse que tinha de denunciar a “visão chilreamente e pedestremente [sic] de partidos que se julgava terem algum currículo europeísta”, logo o PSD, um partido que, como se sabe, pouco tem feito pela integração europeia de Portugal.

 

Será que o candidato Vital vai começar a acusar o PSD de não ser europeísta? Será que foi esta a táctica engendrada pelos estrategas socialistas para colmatar a nítida falta de jeito do candidato Vital? Se assim for, facilmente será desacreditada. Por exemplo, será que dizer que Portugal deveria ter diversificado mercados em vez de ter apostado decisivamente no mercado espanhol é ser “baixo nacionalista, antiespanhol e reaccionário”? Não se devia brincar com coisas sérias…

 

Nuno Gouveia, no "Papa Myzena"



publicado por Política de Verdade às 11:50
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